quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Comportamento nas Redes Sociais Versus Carreira

Mistura de Tudo: Comportamento nas Redes Sociais Versus Carreira

Comportamento nas Redes Sociais Versus Carreira

Muito tem se falado sobre processos seletivos que incluem visita ao perfil do Facebook, o que a foto do Facebook pode dizer sobre o candidato, o que publicações podem dizer sobre o perfil, etc.

Muito mais do que atenção a foto a principal dica é: procure pelo seu próprio nome no Google! Descubra o que a internet diz sobre você, ou melhor, o que você diz para a internet e para o mundo sobre você. Uma das grandes dificuldades do RH é identificar perfis e é por isso que fazem aquela bateria de testes, dinâmicas e etc. No entanto, a melhor forma seria se pudessem observar um momento descontraído da pessoa ( que nem sempre é possível em uma entrevista ou dinâmica ) para ter uma percepção melhor no sentido comportamental. O que torna uma pessoa ideal para uma vaga ou não, não é simplesmente o histórico profissional ou formação. Existe a questão comportamental, existem habilidades e perfis que se adequam melhor ou pior para uma determinada função ou empresa. Uma coisa é certeza: O entrevistador conhece mais sobre o perfil da empresa, ou função do que você. Portanto, não adianta tentar parecer ideal, pois nem você sabe se aquela é a melhor empresa para você trabalhar dentro do seu perfil e aspirações profissionais.

O cuidado com o Facebook deve ser o mesmo que se deve ter com qualquer tipo de publicação na internet. Deve-se evitar "causar" imagens distorcidas do que você nem é de fato. Não quer dizer que deva ser tão sério e formal quanto em um currículo, somos pessoas e temos lazer também, mas nossas preferências podem demonstrar várias características pessoais boas ou ruins. Podem denotar uma pessoa mais expansiva, descontraída, mais tímida, mais responsável, etc. Características que podem ser boas para uma função ou outra, mas não erradas. Funções voltadas a área comercial não são adequadas a pessoas muito tímidas no entanto algumas funções dentro da área administrativa, principalmente aquelas que demandem maior concentração podem não ser boas para pessoas expansivas demais.

Quando publicamos qualquer coisa que seja na internet, estamos nos divulgando e divulgando nossa imagem mesmo que essa não seja necessariamente a intenção, portanto, cuidado com o que divulga sobre você. E antes que me esqueça: Nunca, mas nunca mesmo, fale mal de seus superiores ou empresa em que trabalha ou trabalhou em redes sociais. Isso pega muito mal e não é diferente de fazer o mesmo em uma entrevista de emprego.

terça-feira, 3 de abril de 2012

A Ilusão da Estabilidade

O que é estabilidade de fato se somos seres em constante transformação e consequentemente naturalmente instáveis? Se sempre tive um medo na vida esse foi o de vive-la em prol de um objetivo e um dia alcaça-lo e... descubrir que não cheguei a nada. É importante crescer, ganhamos responsabilidade e a consciencia de que quando tempo passa a luta diária está cada vez mais em nossas mãos e os que estavam por nós a cada dia se distanciam e nos resta o peso de não sermos mais os filhos, depois vem o de além de não sermos mais os filhos, termos filhos e ai não temos mais uma base porque a base somos nós. Portanto, é lutar o bom combate e se preparar para andar sozinho, mas não necessariamente seguindo os passos dos planos passados, é redesenhando a vida dia após dia.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"Princípio da Co-responsabilidade Inevitável"

Lendo o livro "O futuro da Humanidade" de Augusto Cury achei muito interessante sua tese sobre o "Princípio da Co-responsabilidade Inevitável".

O psiquiatra Marco Polo, personagem do livro explana sua idéia de que tudo, exatamente tudo que uma pessoa faz, reflete positiva ou negativamente a sua volta e até no mundo. Uma pessoa que comete um suicídio deixa marcas em seus familiares e pode gerar traumas que influenciem em seus atos perante a sociedade, um ato, as vezes simples pode influenciar no comportamento de outra pessoa e assim vai como uma corrente. Quer dizer "Interfirimos na memória e no tempo dos outros a todo instante".
 Um exemplo citado foi o de Hitler. Em 1908 Hitler Foi para Viena pois queria ser pintor, no entanto, foi rejeitado pela academia de belas-artes, o que pode ter afetado sua afetividade, compreensão do mundo, auto-estima, desenvolvimento da sensibilidade entre outros fatores. Se Hitler tivesse tornado-se pintor, teria envolvido-se com a política, e depois por consequência, sua luta no partido nazista e a eclosão da Segunda Guerra Mundial? Não dá para se saber, mas o início dessa mudança de rumo em sua vida começou com a rejeição de uma pessoa e quantas gerações foram influenciadas. Ainda hoje temos os neo-nazistas pregando preconceito.

Não somos uma ilha e somos inevitavelmente responsáveis pelo combate a violência, a miséria mundial e uma gama enorme de doenças sociais.
Ainda hoje temos os neo-nazistas pregando o preconceito e a violência. Não somos uma ilha e somos inevitavelmente co-responsáveis pela violência, a fome mundial, a miséria humana e uma gama enorme de diversas doenças sociais.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sobre os Princípios Samurais e os Preceitos do Bushido 武士道

Bushido significa de forma resumida “caminho do guerreiro”. Trata-se de um código de conduta a ser seguido pelos  samurais. Originário de um código moral samurai evidencia a sobriedade, fidelidade, perícia, as artes marciais e honra até a morte. Um samurai jamais deveria de entregar  nem fugir a uma luta, a honra de seus ancestrais, família e senhor feudal ( Daimyo ) eram defendidos por ele e se falhasse em defende-la, poderia recuperá-la cometendo o “seppuku” ( suicídio ritual ).  Desenvolvido entre os séculos IX e XII, foi influenciado pelo Budismo, Confucionismo e Xintoísmo.
Uma das influências do Budismo na formação do Bushido era o fato de os samurais não temerem a  morte em conseqüência da crença na “vida após a morte” e na teoria da “reencarnação”, o que os levava a crer que poderiam renascer contínuas vezes  como guerreiros.  Também não temiam os perigos já que se utilizavam das técnicas de meditação do “Zen”. Objetivando a harmonização  com o “eu” interior e o exterior, bem como a prática do desapego, que era a base de um samurai.
Do Xintoísmo trazem alguns traços como lealdade, patriotismo e a reverência aos seus antepassados. A lealdade a memória de seus ancestrais, senhor  feudal ( daimyo ) e imperador é marcante. Creem na terra como sagrada, morada dos Deuses e espíritos de seus antepassados e portanto, devotando imenso amor e respeito a mesma.
Dentro da cultura samurai, por influência do “Confucionismo” existe um imenso respeito por níveis hierárquicos familiares e sociais, tais como o dever  filial, o respeito na relação servo e senhor,  marido e mulher, pai e filho, pessoas mais velhas.
O Bushido também prega a justiça, a benevolência, o amor, sinceridade, honestidade e autocontrole, sendo que a justiça é um dos principais itens, inclusive quando frente a frente com seu oponente derrotado, devendo ter compaixão.
Lealdade, etiqueta  educação. O tempo em que não se ocupasse com suas obrigações militares deveria ser dedicado ao aumento de seu nível cultural e seu senso de gratidão deveria ser grandioso.  A casta de guerreiros difere das demais pela fidelidade e honra e a conduta de um homem deveria ser correta em todos os sentidos.
O código de honra do samurai – Bushido – teve forte influência na cultura e  estilo de vida do povo japonês.
As sete Virtudes do Bushido:
  • GI 義, G Justiça e Moralidade, Atitude direta, razão correta, decidir sem hesitar;
  • YUU 勇 Coragem, Bravura heróica.
  • JIN 仁I Compaixão, Benevolência.
  • REI 礼, RE Polidez e Cortesia, Amabilidade.
  • MAKOTO 誠, MAKOT Sinceridade, Veracidade total.
  • MEIYO 誉, MEIY Honra, Glória;
  • CHUU 忠, CHU Dever e Lealdade.
Referências:

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Riscos

Somos e atraímos exatamente o que aspiramos. O grande problema é que as vezes somos capazes de mesmo que, inconscientemente, negarmos a própria felicidade, nos acharmos incapazes ou que não há um caminho. O fato é que sempre haverão uma infinidade de portas para escolhermos a nossa frente e qualquer uma que se abra, sempre haverão mais. Sempre é tempo de querer mudar e deixar para traz tudo que faz mal.
 
Sempre há tempo para novas escolhas, novos rumos, novas portas.
 
E se nós não formos capazes de abri-las, não adianta responsabilizar o destino pela nossa própria infelicidade ou estagnação perante a vida.
 
É só uma questão de escolha e coragem para encara-la ou de não escolha e opção pelo "deixa a vida me levar".
 
Quer saber? Talvez não consiga vencer a guerra, mas escolho morrer lutando, porque é melhor o risco de sentir dor do que a certeza de não sentir nada, nem da vida as suas delícias!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ausência ou Interiorização?

o    ‎"O grande medo da solidão não está na ausência de tudo, mas em ter que encarar nosso próprio eu, despir-se frente ao próprio ego e não termos respostas e nem soluções que nos afaste do medo do fracasso, de encarar que não somos exatamente... tudo o que tentamos ser, de enxergar que não somos perfeitos. Somos em parte o que somos e em parte representação do que aspiramos, acho que esse é o grande conflito do ser humano: ser um super herói que tem medo do escuro."

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Consumo Inconsciente e a Compulsão

Neste vídeo podemos entender um pouco sobre o consumo e sua representatividade emocional, situações onde passa a tratar-se de doença mesmo. Em nosso mundo atual surgem a cada dia as mais variadas formas de doenças psiquiátricas. Cada vez mais ouve-se falar de pessoas que sofrem de depresssão, sindrome do pânico e etc e muitas das vezes não se reconhece como doença a compulsão por determinada coisa. Pessoas compulssivas na verdade tentam através de alguma compulssão por determinada coisa preencher um espaço, uma insegurança. A falta de serotonina em uma pessoa pode levar a um quadro de depressão, mas também a diversos outros como o da compulsão. Desde de criança as portas do mercado abrem-se mostrando um mundo fantástico e o ser humano aprende a criar um personagem ou espelhar-se em um ídolo invisível criado por uma marca. É assim que se faz marcas, com personalidade. A marca é a cara de uma pessoa, e de uma pessoa perfeita com um sorriso no rosto, feliz. O mercado age sempre através do subconciente das pessoas e pessoas com tendência a depressão e disturbios similares podem desenvolver uma compulssão em busca de criar esse personagem feliz e amado que elas não sentem ser. Seja através da compra de uma marca que traga uma "cara" ou qualquer besteira que se compre em busca de algo que na verdade não irão encontrar. A sensação de poder passa logo após a compra e a depressão volta.
Vale apena assistir ao vídeo e entender um pouco mais sobre o assunto.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"É interessante pensar no quanto a vida se faz curiosa: questionar, buscar sua compreensão nos faz parecermos meio loucos dentre os que já aceitaram as imposições do dia-a-dia e criaram paradigmas de sobreivência.
Talvez a busca pela clareza nos faça enxergar algo que não aprendemos a aceitar ainda ou que quebre as regras do jogo e talvez, na escuridão haja uma ilusão de paraiso. Não que a cegueira seja mesmo o berço da felicidade, mas é em sua acomodação que se encontra um leito confortáel e quentinho para conseguir dormir por uma vida inteira, só se faz lamentável deixar de explorar a maré pelo desconhecimento do destino das ondas"....

terça-feira, 16 de março de 2010

" Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...
Que já tem a forma do nosso corpo....
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares...

É o tempo da travessia....
E se não ousamos faze-la...
Teremos ficado....para sempre....
A margem de nós mesmos".....


Fernando Pessoa

quarta-feira, 3 de março de 2010

Liberdade, Libertinagem e Preconceito

Dizem que a liberdade de um ser vai até onde não interfira na liberdade do outro. Já a libertinagem é você usar da liberdade sem o bom senso. Acho que o preconceito deve estar entre essas duas coisas e que vivemos em um grande condomínio de nome mundo, só que sem sindico. Todos mundo fala muito, ninguém se entende e nada se faz além de intrigas. Vale destacar que preconceito é pré jugar, pré oferecer um conceito, ou seja, antes de conhecer algo, já lhe intitular.

Você sabe qual eram os fundamentos de Hitler, ou no que se baseava o nazismo?

O nazismo teve origem no preconceito, na falta da compreensão das diferenças. Um das versões da origem do nazismo é a de que Adolf Hitler, ao observar estátuas da Grécia antiga, como por exemplo "O Discóbolo de Míron", notou que o homem da antiguidade era belo, forte, tinha uma perfeição absoluta, corpo com aparência saudável. Hitler admirava muito a essa perfeição e passsou a acreditar que o homem da antiguidade tinha e-na porque tinha uma raça pura, não miscigenada. Concluiu que a raça ariana possuia estas características e que através da mistura com raças "inferiores" vinha sendo deteriorada. Além disto, associava beleza a inteligência e entendia que essa mistura também formava os indivíduos com deficiencias. A solução seria exterminar judeus, deficientes e "Botar para fora " os estrangeiros. Esse era o começo do nazismo.

Outra versão diz que os judeus tinham posses e a Alemanha estava financeiramente quebrada desde a primeira guerra mundial. O fato é que, independentemente de qual das teorias é a correta, foi a primeira que ajudou Hitler chegar onde chegou, convencendo multidões com suas idéias absurdas. Não fez nada sozinho, contou com o apoio do governo e do próprio povo, que se dividia em opniões. Hitler foi um austríaco que emergiu do nada defendendo a causa alemã.

O que quero dizer com isso é que a Alemanha nazista era regida pelo preconceito, desrespeito as diferenças. Tudo o que não representasse a raça ariana era inferior. Hoje, as pessaos olham para o passado horrorizadas mas não abrem mão do preconceito.

Em nome da fé e dos bons costumes muita gente já perdeu a vida, e continua perdendo. Em nome de ideais e suas causas pessoas morrem todos os dias.

Agora pergunto: Será que Deus apoia a guerra? Acredito que Ele possa estar em qualquer lugar menos em meio a conflitos, ainda que sejam em seu nome. Isso sim é que é falar o nome de Deus em vão.

Quem pode ter a razão se estamos todos debaixo do mesmo céu. Estamos todos no mesmo barco e se devemos realmente nos importar com algo, então que importemo-nos em sermos mais felizes, menos amargos e fazermos outras pessoas felizes. Devemos ver o mundo mais colorido ao invés de apontarmos para nosso semelhante só porque é diferente e tentar ser um entre os iguais para não sermos apontados.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Ciclos Vitais

Insegurança, medo? São a realidade mais comum a nós seres humanos. Realidade não assumida e grande vilã na esferera da vida.
O que nos faz criar raízes se somos livres para caminhar? Nos prendemos ao passado as vezes nem porque seja tão belo, mas porque já é um antigo amigo, que bom ou mal, já conhecemos cada vala ou declive, diferentemente do futuro, que é uma criança que ninguém sabe o que vai ser quando crescer. A insegurança da solidão quando na verdade já nascemos sós. A falta de fé na força interior, na própria capacidade de superar obstáculos. Os medos. Sim já nascemos cheios de medos. Medo de enfrentarmos nosso pior inimigo e grande aliado: o "eu" interior. As vezes deixamos para os outros a responsabilidade pela nossa própria felicidade, a motivação de nosso sorriso ou de nossas lágrimas, esquecendo-nos de que são perternces pessoais e na verdade intransferíveis. Ninguém rouba o sorriso de ninguém, são as pessoas que vendem as vezes a preços baratos. Somos nós que vendemos nossos passos e também esquecemos de observar o qual o destino.
Responsabilizar-se pela própria vida é assumir riscos e ser consciente, estar pronto para tropeços e vitórias, também cumprir com a trajetória a que nos impomos por estarmos aqui. É fácil ceder essa responsabilidade aos outros como também é fácil achar um culpado pelas nossas próprias falhas. Escolher é correr riscos e escolhemos todos os dias muito mais do que o aparente. Escolhemos quem queremos ser, para onde queremos ir e por incrível que pareça, se seremos capazes de chegar. Dá para escolher entre ser um guerreiro ou um mártir, ser feliz ou não, ser médico ou paciente, estar entre vencedores ou perdedores.
Falo em ciclos vitais me referindo a etapas da vida. Etapas que nossos medos não nos permitem viver com ardor. Precisamos saber abandonar o que passou, deixando apenas servir como lembranças. Abraçar mais o presente, que como o próprio nome já diz "presente", libertarmos-nos de outros tempos. Planejar futuro sim, mas não preocupar-nos tanto a ponto de perdermos a paz do presente. Como a própria palavra diz: pré oculpar, se ocupar do que ainda não aconteceu. Na verdade acho que o ser humano tem mais medo do hoje do que do desconhecido amanhã, porque foge.
Tudo muda constantemente, tudo se transforma, então devemos nos transformar também, obedecer nossa natureza que também é uma metamorfose, saber despedir-se do que passou e abraçar o que está por vir, encarando de frente desafios que no máximo, se nos trouxerem dor, também nos trarão experiência e sabedoria.
Que os ciclos se encerrem por inteiro, sem deixar culpas ou dores. A certeza do que é certo não nos pertence mas o importante é a ciencia de que estamos correndo atrás das próprias espectativas.
Se como se diz Deus nos fez sua imagem e semelhança, então temos um pouco de Deus e esquecemos de consultar e pedir forças ao nosso Deus interior. Não reparamos o quanto somos grandes...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Testes Psicológicos de Personalidade

Abaixo, seguem alguns testes de avaliação psicológica de personalidade, são bem interessantes. É importante que procuremos sempre nos auto conhecer e estes testes ajudam muito, mesmo porque, há coisas sobre nós mesmos que não nos admitimos, coisas que podemos destacar e coisas que podemos reconhecer como ponto falho e melhorar. As próprias organizações de recrutamento e seleção utilizam-se destas ferramentas pela sua necessidade de escolha rápida e eficaz, reduzindo custos de rotatividade e novas contratações, ou seja, reconhecer o poder tos testes, sejam projetivos ou etc. Alguns testes revellam que sou um pouco egocêntrica, todos revelam que sou uma grande entusiasta, contagiante. A auto análise se faz importante tanto na vida pessoal, como profissional.

Seguem abaixo alguns testes:

Teste das Cores: busca fazer uma análise mediante escolha ou rejeição a determinadas cores.
http://www.bne.com.br/cores/default.asp

Teste de personalidade: este já ví em alguns processos seletivos, e infelizmente não temos os resultados, o que aqui não é o caso.
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/testes-psicologicos/teste-de-personalidade-2.php

Testes de tipo de líder
http://www.scribd.com/doc/4046242/TESTE-PSICOLOGICOS-E-DINAMICA-tipo-de-lider

É importante lembrar que o resultado dos testes psicologicos variam de acordo com o estado emocional de quem faz, portanto, é interessante fazer em um dia em que se está com o emocional equilibrado, bem.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Artistas Anônimos

Hoje, ao entrar na web, visualizei uma publicação se referindo a "farsa do fenômeno Susan Boyle", onde o autor explicou que a mesma era cantora profissional antes de aparecer no programa e que fazia shows em seu bairro, que foi "enfeiada" propositalmente em busca de sucesso. Achei realmente triste que as pessoas se preocupem com este tipo de coisa. Para mim, era uma anônima que ficou mundialmente conhecida, e que bom, pois é um talento, que independente da "casca", brilha, sem precisar de "estratégias de marketing" como piedade das pessoas para brilhar. Acho incrível a capacidade das pessoas de criticar e a falta de capacidade de reconhecer. Não me importa o que é ou deixou de ser, o fato é que me emociona. O fato é que existem muitos que estão na mídia e não tem talento para isso. Concordo que voz não é tudo, não faz o artista, mas estou cansada de ver tantas combinações de tudo que há de ruim em um personagem só fazendo sucesso.

Temos muitos artistas de talento anônimos, espalhados pelo mundo afora. Também gosto da música de "farra", mas não posso tapar os ouvidos para o que é bom de verdade.

Pela segunda vez, entro no trem e sou surpreendida por um desses talentos perdidos. Aliás, uma vez no trem e outra na estação. Duas pessoas, quem com seu talento musical, mudaram o dia de mais uma paulista estressada em meio as conduções lotadas e o stress da cidade. Ao adentrar na estação de trem pude ouvir uma música suave e segui o som, era um homem de certa forma mal vestido, aparentemente faxineiro, talvez até morador de rua, que tocava divinamente um piano colocado no canto da estação. Fiquei a observar o movimento e as pessoas ao redor e percebí que estavam tão focadas em suas preocupações, que nem percebiam o pianista. Passei meu dia em paz, com aquele toque na cabeça. Pensei o quanto simples gestos podem mudaar tudo, quantos talentos enrustidos temos por aí e o quanto gostaria de ver estas pessoas mostrando seu talento ao mundo, expandindo sua arte, mesmo que através de um programa como o que levou Susan Boyle as alturas.

É muito fácil criticar tudo, o difícil é redesenhar um mundo melhor, e digo mais, criar este mundo em nós mesmos, porque o excesso de críticas, nada mais é do nosso eu gritando a própria infelicidade........

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A Crise Segundo Einstein

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado". Quem atribue à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la" .
Albert Einstein.

O Que é a Criatividade

Definição →criatividade : s. f. Filol. Função da inteligência humana que torna o homem superior ao que ele mesmo cria. Personalidade criadora insuperável própria do homem. A palavra criatividade tem a sua origem etimológica no termo latino creatio que significa criação. Definimos Criatividade como a capacidade de conceber, inventar, produzir ou realizar qualquer coisa nova. A capacidade criativa pode manifestar-se no pensamento ou na ação.
Ter criatividade é saber utilizar realmente as próprias potencialidades por meio da transformação do conhecimento em valor, alcançando vantagem competitiva. Os criativos são sobreviventes a crise. Ter criatividade é expandir idéias. Quando uma pessoa cria algo, a criação pode ter utilidade ou não, no caso da não utilidade é chamada de criatividade pura e no caso da utilidade, criatividade aplicada.

Gestalt, Rogers, Maslow e Rollo May e suas teorias trouxeram grandes contribuições ao estudo da criatividade e fatores condicionantes para sua existência, admitindo a tendência humana à auto-realização como chave motivacional da criatividade, desde que não deixado de lado um ambiente que propicie liberdade para sua expressão e possam ocorrer os insights, ou seja, aquelas idéias repentinas que nos vêem a cabeça. A partir da década de 70 passaram a ser observadas as influência dos fatores sociais, culturais e históricos no desenvolvimento da criatividade.
Abaixo temos três tipos de criatividades obtidos com base nessa abordagem:
A Teoria do Investimento em Criatividade - Sternberg

Sternberg e Lubart consideraram que a criatividade é o resultado da soma de seis fatores que se inter-relacionam, e se fazem necessários para a expressão criativa: inteligência, conhecimento, estilos intelectuais, personalidade, motivação e o fator ambiental. Se faz importante salientar que nem todos elementos desses recursos são relevantes ao desenvolvimento da criatividade.

►Inteligência: são três as habilidades cognitivas importantes: habilidade para enxergar um problema sob um novo ângulo; habilidade analítica para reconhecer as idéias viáveis e não viáveis; habilidade prática-contextual para convencer outras pessoas sobre essas idéias. As três habilidades devem ser usadas em conjunto.

Em se tratando da resolução de problemas, há três tipos de insights:

-insight de codificação seletiva → a pessoa consegue na resolução de um problema distinguir a importância de dados que podem ou não ser prontamente óbvios;

-insight de comparação seletiva → utiliza-se a história para resolver problemas atuais;

-insight de combinação seletiva → quando se agrupam informações que não se inter-relacionam entre sí.

►Estilos Intelectuais: legislativo (formula problemas e cria novas regras e maneira de enxerga-lo), executivo (gosto pela implementação de idéias, prefere problemas com estrutura clara e bem definida), judiciário (avalia constantemente pessoas, tarefas e regras, tem prazer em dar opiniões e analisar as dos demais).

►Conhecimento: é fundamental para se entender o problema.

►Personalidade: predisposição a correr riscos, auto confiança, tolerância à ambigüidade, coragem de expressar as próprias idéias, perseverança, auto-estima, fatores nem sempre presentes juntos. Esses traços podem ser influenciados por condições ambientais, e portanto também podem ser adquiridos.

►Motivação: tanto intrínseca ( que vem do interior da pessoa) como extrínseca ( influenciada por fatores externos), juntam-se para fortalecer a criatividade.

►Contexto Ambiental: o ambiente que facilita a expressão da criatividade interage com variáveis pessoais e situacionais de uma forma complexa. Tem a ver com a area de atuação, potencial criativo, etc.

Modelo Componencial de Criatividade - Amabile

''um produto ou resposta será julgado como criativo na medida em que é novo e apropriado, útil, correto ou de valor para a tarefa em questão, e a tarefa é heurística e não algorítmica''(Amabile).

Alguns dos traços pessoais que beneficiam a produção criativa: autodisciplina, persistência, independência, tolerância a ambíguidades, inconformismo, auto motivação e predisposição a correr riscos. Não se esquecendo de frisar: essas características podem ser desenvolvidas.
Modelo de criatividade proposto por Amabile:

Identificação do problema → preparação ( coleta de dados) → geração de resposta (com várias possibilidades de respostas) → comunicação e validação da resposta → resultado (tomada de decisão com relação à resposta). Estágios que não tem necessariamente, uma seqüência lógica.

Para se estimular a criatividade em sala de aula ou no ambiente de trabalho podemos encorajar autonomia e independência, ressaltar as realizações, destacar o prazer na aprendizagem, evitar clima competitivo, induzir os indivíduos a experiências que possam estimular a capacidade criativa, encorajar questionamentos e curiosidade, sempre dar feedback em caráter informativo, dar opções de escolha, liberdade de expressão, etc.

A Perspectiva de Sistemas – Csikszentmihalyi

Os estudos da criatividade são focados nos sistemas sociais, não restringindo-se ao indivíduo. Criatividade resulta de três fatores: indivíduo, domínio (cultura) e campo (sistema social).

Os indivíduos criativos normalmente tem como características a curiosidade, o entusiasmo, motivação intrínseca, são abertos a novas experiências, persistentes, tem fluência de idéias e flexibilidade de pensamento, porém sem deixar de necessitar de ambiente que estimule sua criatividade e apoio familiar. O sistema social é quem decide se uma idéia ou produto é criativo e se deve ser aceito. Portanto, é mais viável a preocupação com a cultura do que as competências individuais. Fatores sociais, culturais e históricos tem forte influência na produção criativa e principalmente, na avaliação do trabalho criativo.


Referencias:

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Alencar, E.M.L.S. (1996). A gerência da criatividade. São Paulo: Makron.

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domingo, 12 de julho de 2009

O perfil do líder na atualidade

Saber explorar o que cada um tem de melhor, descobrir talentos e cultiva-los, motivar a equipe e estar constantemente antenado no mercado, sao algumas das caracteristicas de um verdadeiro lider. Um bom líder tem acesso fácil ao grupo, interage, compreende, estimula, tem influência entre as pessoas ajudando-nas a atingir metas e objetivos. Tem humildade para se permitir aprender sempre. Líderes e liderados devem aproveitar o potencial uns dos outros, respeitando diferenças e estilos, exercendo uma verdadeira parceria. Os líderes devem ter percepção para compreender as forças e as fraquezas do seu grupo.

Basicamente, existem dois tipos de líderes: os espontâneos e os escolhidos. Os primeiros emergem naturalmente pelo seu talento e conhecimento. No segundo caso, são pessoas colocadas estrategicamente em uma posição para lidar e influenciar uma determinada equipe.


Diante da crise, o gestor terá a responsabilidade de redesenhar a relação com sua equipe, ter percepção de futuro, precisará ter mais coragem para ousar, correr riscos e tornar suas posições mais claras diante dos liderados. Revelar o lado construtivo, influenciar suas equipes para que encontrem soluções criativas. A crise gera mudanças. Sendo assim, o momento exigirá gestores de mudanças e não agentes passivos.

O bom líder não tem medo de perder a liderança, pois liderança não se perde, se transfere. Se algo foi perdido, não foi a liderança, e sim, a chefia. Ser líder é fazer os outros brilharem, é brilhar através do brilho da equipe.

Estilos de lideranças :

* líderes visionários: despertam em seu grupo "visão". Fazem com que as pessoas desenvolvam um conjunto de razões e emoções coerentes entre si que justifiquem o engajamento pleno num projeto. Desenvolve visão propulsora do futuro - fator que externa importância e diferencial para o sucesso continuado;

* líderes atentos para a individualidade: se prendem mais ao indivíduo buscando compreender peculiaridades e contribuindo para uma melhor comunicação com as pessoas, entendendo sua visão e estratégias únicas para agir. Pode dissolver corporativismos e reações do grupo quando se mobiliza alguém em sua individualidade;

* líderes inspiradores: inspiram as pessoas, fazem importantes reflexões, trabalham o significado das situações, usam o pensamento, frases impactantes.

* líderes estimuladores: "Torcida". Incentiva e convida os membros da equipe a aprimorarem um movimento, ação, habilidades e talentos;

* líderes intelectuais: fornece evidências, estudos, pesquisas, dados irrefutáveis sobre aquilo que quer transmitir. Utliza-se de dados mensuráveis;

* líderes por objetivos: Tem como característica a utilização da ferramenta motivacional metas e esse processo é decidido e executado em parceria com todos os mebros da equipe em prol da soma de energias - ou sinergia - colaborando com o resultado;

* líderes por recompensa: estimula recompensa pelas vitórias e sucessos de uma pessoa ou equipe;

*Liderança pelo Conhecimento :"conhecimento é poder", busca e compartilhamento do conhecimento que cria destaque em um determinado grupo de pessoas. Inspira respeito e admiração e as pessoas a sua volta procuram sempre aprender com ele.

* “Líder carismático”: inspira em seus liderados a confiança, aceitação incondicional, obediência espontânea e envolvimento emocional. O líder carismático é visto por seus liderados como alguém que possui qualidades excepcionais.

* O “Líder executivo”: surgiu por causa da busca das organizações pela obtenção da ordem, ele costuma possuir muitas habilidades técnicas, competência;

* “Líder coercitivo”: exerce a liderança através da coerção, violência, verbal ou física. A relação entre líder e liderado é instável;

* O “Líder distributivo”: apenas delega tarefas, controlando e cobrando resultados;

* O “líder educativo”, aquele que costuma dar o exemplo, seus liderados tem uma relação de responsabilidade com o trabalho. São feitas trocas de conhecimentos não apenas técnicos, mas também humanos;

* O “Líder inspirador”: aquele que raramente precisa dar ordens a seus liderados, eles se sentem atraídos pela figura do líder e estão dispostos a fazer o que é necessário.

* O estilo deixa-andar (tipo desertor): indiferente, quer o rendimento, quer à moral dos empregados. Este tipo mostra relativamente à empresa uma atitude de abdicação completa.

* O tipo burocrata: é incapaz de conceber ou aplicar os princípios de liderança de sua própria iniciativa, homem de escritório, um funcionário, geralmente pouco versado e inspirado nas ciências e práticas de gestão. Procura antes de mais respeitar o enquadramento jurídico, que considera de uma certa maneira como um fim em si.

* O autocrata (explorador): enorme necessidade de segurança e na sua ansiedade relativamente a carreira, reputação e salário. Não confia nos outros. De aspecto exterior austero, tem sempre a necessidade de ter razão; tem uma atitude negativa e altamente crítica em relação aos outros que o conduz a atitudes arbitárias no exercício do poder.

* O autocrata benevolente (paternalista): toma nas suas mãos a responsabilidade e o comando de uma unidade administrativa: controla os objectivos e meios de trabalho, estabelecendo estruturas de trabalho bem definidas, dando a cada um directivas precisas.Se ele impõe os seus métodos aos empregados é com o objectivo de , lhes dar segurança e enquandrar, considerando que os homens preferem ou precisam de ser dirigidos. Assume um papel paternalista; interessa-se pelos problemas dos seus subordinados, abre-se à comunicação, e estabelece consultas, quando é o caso disso.

* O tipo consultivo: submete frequentemente as suas decisões a exame e conselho dos seus subordinados; a todavia conserva a responsabilidade e controle final. Consulta os seus subordinados porque confia nos membros da sua equipe e respeita os seus pontos de vista pessoais, tomando realmente em consideração esses pontos de vista nas suas deliberações finais.

Falsos líderes : Há três tipos de falsos líderes: Ditatorial ( segura todo poder em suas mãos. É quem tudo planeja, tudo pensa, tudo determina, é autoritário e acaba queimando talentos), Paternalista ( como o ditatorial, é ele quem tudo faz), Liberal ( deixa tudo como está para ver como é que fica).

Líder Democrático : É o verdadeiro líder. Há três tipos de líderes democráticos:

-Profético: tem facilidade para entender o ideal da equipe. Tem visão de para onde sua equipe caminha, é capaz de entender e interpretar o que acontece no presente e consegue transmitir para os outros a finalidade da equipe. Possui consciência crítica bem desenvolvida.

-Líder de Coesão: Se preocupa com a união da equipe, o diálogo a amizade e a compreensão. Tem facilidade para captar os problemas humanos da equipe e contribuir para solução. Normalmente faz seu trabalho em silêncio. Ajuda a patrulha a dar testemunho do que é essencial para Tropa e faz crescer a capacidade da patrulha para ação.

-Líder Prático: Tem capacidade de planejar e organizar a ação e de ajudar na formação da equipe. Nunca trabalha sozinho: delega poderes e sua meta é descobrir novos líderes. Pelo seu


exemplo de dedicação, comunica entusiasmo e esperança aos membros da equipe.

O líder Profético tem visão, sabe questionar, mas não é prático e não sabe encontrar saídas. O líder de Coesão tende a somar forças, o Profético de ser divisionista. O Líder de Coesão, por suas vez, é prudente demais quando, as vezes, tem que enfrentar o problema.

Um líder complementa o outro. E cada tipo de líder tem em si os traços dos outros dois. É importante que o líder prático possua os traços desses outros líderes, caso contrário não conseguirá levar a equipe adiante. A liderança pode ser uma autoridade natural, quando o líder é aquele que consegue influenciar ou direcionar a equipe sem, necessariamente, possuir um cargo de liderança. O bom líder não apenas possui grandes reservas de energia, mas também é capaz de energizar seus liderados".

O autêntico líder necessita estudar, entender e praticar algumas competências essenciais.

1- Cooperação e confiança mútua

2- Tomada de decisão onde existe a competência.

3- Gerenciamento focado em resultado.

4- Avaliação de performance contínua e clara.

5- Comunicação franca.

6- Informações compartilhadas.

7- Trabalhando com emoções e argumentos em situações de conflito.

8- Fazer uso de diversas opiniões, argumentos e diferentes culturas.

9- Comprometimento com novas idéias.

10- Identificar e destacar méritos.

11- Compartilhar e desenvolver parcerias.

12- Comprometimento com liderança.

A essas qualidades podemos juntar outras como ética, caráter e coragem.

“Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é uma ação isolada. A excelência é um hábito”. Já dizia Aristóteles há cerca de vinte e quatro séculos, demarcando uma diferença significativa entre estes dois termos, uma vez que o excelente de hoje pode ser aprimorado amanhã, enquanto que, depois do sucesso, só pode vir a queda ou o esquecimento.
O sucesso está restrito a uma condição passageira que muito raramente se repete , enquanto que a excelência pode ser expandida sem deixar seqüelas.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Motivação: Caminho a ser percorrido pelas organizações

A motivação é uma espécie de processo mental positivo estimulador as iniciativas e determinante do nível de entusiasmo e grau de esforço aplicado por uma pessoa no desenvolvimento de suas tarefas। Todo esse processo motivacional se faz responsável pelo nível de intensidade, direcionamento e a persistência dos esforços que uma pessoa faz no seu dia a dia.

O nível de motivação varia de acordo com a personalidade, percepção do ambiente, emoções e as interações humanas.


Segundo Bergamini et. al. (1997, pag. 14) “motivação é definida como uma inclinação para a ação que tem origem em um motivo”. Complementa argumentando que “a motivação, portanto, nasce somente das necessidades humanas e não daquelas coisas que satisfazem essas necessidades” (1997, pag. 15).

A motivação é resultante de impulsos internos, de necessidades e desejos individuais. Portanto, ninguém motiva ninguém, o que se pode fazer é auxiliar uma pessoa na sua buscainterior, facilitar a realização de seus desejos e necessidades. Uma organização não pode ser uma fonte de motivação, mas pode propiciar um clima organizacional agradável, benefícios, possibilidade de crescimento interno entre outras coisas que podem levar um funcionário a sentir-se bem no ambiente, satisfeito com as condições de trabalho e consequentemente, em condições de dar o melhor de sí no que faz, tendo algumas necessidades satisfeitas e através dessa relação otmista, ganhando clareza e sobriedade mental para encontrar meios de realizar seus desejos.


Atualmente, em pelna era do conhecimento, fala-se muito em valorização do capital humano pelas empresas. Em meio a tanta tercnologia já não existem esclusividades de produção, não existem inventos que não ganhem rapidamente um concorrente. A velocidade das informaçoes faz com que pessoas comparem preços e produtos rapidamentre e sem sair de casa, e se é falado em foco no cliente, então não podemos esquecer que este quer qualidade nos produtos e serviços e que, por traz de tudo, estão pessoas que, mais do que conhecimento, precisam estar motivadas para fazer um bom trabalho, para “darem o melhor de sí”.

É interessante salientar que motivação não é só para o bem. Até um suicida precisa estar motivado para chegar ao seu objetivo, no caso a morte.


Tipos de Motivação

- Necessidades orgânicas: Necessidades fisiológicas óbvias como sede, fome, sono, etc.

- Motivações biológicas: são necessidades menos óbvias como sexo, inclinação para violência entre outras. Freud e Konrad Lorenz acreditavam que tais necessidades, quando não satisfeitas se acumulavam. No entanto, análises biológicas mais reccentes desmentem essa teoria, afirmando que essas motivações são situacionais e sem consequências quando passam.

De acordo com a hierarquia das necessidades de Maslow motivações bilógicas geram emoções mais poderosas e motivações maiores.

O ser humano lida com motivações diretas e indiretas. As diretas satisfazem as necessidades objetivamente, são óbvias. Um exemplo seria um ambiente de trabalho agradável. As indiretas, podem de forma não obvia auxiliar na satisfaão de uma necessidade. Neste caso o exemplo pode ser o salário. Apesar da clareza, as indiretas tendem a superar as diretas.

- Coerção: mais praticada entre prisioneiros e no militarismo.

- Auto-Controle: Faz parte de um subconjunto da inteligência emocional. Pessoas se auto-motivam por fatores externos ( pressão de alguém), fatores sociais ( sente que é o que esperam que ela faça), e fatores internos ( agem em prol do que acreditam ser o melhor, são auto-motivadas).


Teoria Contingencial da Motivação, de Victor Vroom

O grau de produtividade de cada um depende dos seus objetivos individuais, a relação percebida entre sua produtividade e o alcance de seus objetivos e a capacidade de auto-influenciar sua produtividade rumo aos objetivos.


Esta teoria se sustenta em três fatores: valência, expectativa e instrumentalidade, ou seja, na crença de quese pode melhorar a performance e a melhora da performance, vai levar as recompensas.


Hierarquia das Necessidades de Maslow



Necessidades são organizadas numa pirâmide onde na base estão as necessidades básicas, das quais presisam ser satisfeitas e no topo, as necessidades que conduzem ao crescimento pessoal e potencial do indivíduo.


Fisiológicas → condições mínimas para sobrevivência, base da pirâmide.


Segurança→ Satisfeitas as necessidades fisiológicas, surgem as de segurança no ambiente de trabalho, estabilidade no emprego, condições de trabalho que não ofereçam riscos a saúde e a vida.


Sociais e de Amor → dar e receber amor, sexo. Surge após satisfação das necessidades de segurança.


Estima → ser prestigiado e reconhecido.


Auto- Realização/ Desenvolvimento pessoal → Se encontra no topo da pirâmide. Desenvolvimento do alto potencial individual.


Teoria dos Dois Fatores (
Frederick Herzberg)

Nesta teoria sao levados em consideração fatore higiênicos e motivacionais. Embora fatores como condições de trabalho, relação com supervisor, políticas da empresa, salários, segurança e ambiente de trabalho não produzam motivação, na sua inexistência podem gerar falta de motivação.


A delegação de responsabilidades, estabelecimento de objetivos, a liberdade de decisão na execução do trabalho, o aproveitamento e o uso das habilidades pessoais, entre outros, são formas de induzir no indivíduo a vontade de agir.


Através desta teoria se desenvolveu o conceito de equipes auto-administradas.

Tríade Realização-Poder-Afiliação de McClelland



De acordo com David McClelland as pessoas aprendem a ter certas necessidades baseadas em sua cultura e as necessidades chave adquiridas são realização, poder e afiliação.


- Realização: necessidade de alcançar um objetivo difícil pelos próprios méritos. Essas pessoas precisam de feedback, de reconhecimento. Estudos demonstram que empreendedores tem forte necessidade de realização.



- Poder: necessidade de controlar e influenciar outras pessoas. Geralmente essa necessidade é encontrada por trás de executivos de sucesso.


- Afiliação: necessidade de manter e reatar relacionamentos amigáveis. Normalmente, os gerentes tem pouco disso.


Teoria do Estabelecimento de Metas (Edwin A. Locke e Gary P. Latham)



Estudos demonstram que indivíduos que trabalham com metas relativamente difíceis trabalham melhor do que aqueles que tem meta fácil ou nenhuma. Porém, vale acrescentar que um programa de metas deve ser aceito pelas pessoas que fazem parte dele e existe a necessidade de um feedback para estas.


Alguns pontos a serem observados na hora do estabelecimento de metas:


- Metas devem ser específicas e não genéricas. Deve haver grau de dificuldade, porém com moderação para no caso do não serem alcançadas não ocasionar frustração.


- precisam ser aceitas por quem deve cumpri-las.


- mais eficazes quando objetivam analisar desempenho e devem ter feedback.


- uma idéia ao estabelecer metas de longo prazo, que parecem difíceis de serem alcançadas, e estabelecer metas de curto prazo para dar suporte as de longo. No caso de uma empresa que tem uma meta anual para ser atingida, estipular meta mensal para atingir a anual.


Teoria do Reforço



Essa teoria ignora a busca pela compreensão das necessidades que devem ser satisfeitas. Diferente disso, se utilizam recompensas para estimular alguns comportamentos e punições para desestimular outros. A base dessa teoria esta na consciência de que as pessoas aprendem a repetir comportamentos que lhes tragam consequências boas ou ruins. Vulgarmente pode fazer-se comparação com o adestramento de cães.


Suas estratégias básicas são:


- Reforço positivo: quando indivíduo tem resposta positiva, oferecer-lhe uma consequência prazerosa, recompensa ou algo similar.


- Motivação de evitação: recompensar o indivíduo pela mudança de atitude, pela retirada das consequências ruins.


- Extinção: e a ausência do reforço, quer dizer, simplesmente ignorar o mau comportamento.


- Punição: estipular uma consequência indesejável para um determinado comportamento.



Teoria da equidade e comparação social


Prioriza mais o intelecto e racionalidade do indivíduo. Este, por sua vez, faz diversas comparações como por exemplo qual as recompensas (tanto financeiras como de status e outros) recebe e quais recursos oferece para empresa ( grau de instrução, esforço, habilidades). Os funcionários também fazem comparação com outras empresas, casos semelhantes ao seu, quer dizer, buscam a equidade e no caso de não encontra-la pedem aumento de salário, férias, promoção, podem chegar a roubar a empresa alegando justiça, diminuir o ritmo do trabalho, inventar doenças, pedir demissão ou simplesmente mudar fonte de referência para comparação.


Métodos e programas motivacionais, a teoria e a prática voltada ao ambiente corporativo



- Expansão do Cargo ou Enriquecimento de Cargo: produz baixa rotatividade e ausência no trabalho. Pode ser feita verticalmente ou horizontalente. Verticalmente quando se atribui algumas tarefas que estão em nível hierárquico superior, dando alguma autonomia, enriquecendo o cargo. Horizontalmente, acrescentando tarefas do mesmo nível hierárquico, porém ampliando sua abrangência.


- Rotação de Cargos: pode ser usada em um programa de treinamento. Dá ao funcionário visão mais ampla e é muito usada na preparação de uma pessoa destinada a um cargo gerencial.


- Horário Flexível: indivíduo livre para variar o horario do trabalho. Induz ao pensamento de que a uma pessoa é contratada para realizar uma tarefa e não para cumprir horário.


- Equipes de Trabalho Auto-gerenciadas: equipe assume total responsabilidade por um produto ou serviço, é constantemente treinada e passa a ter orgulho do que faz, cria-se um sentimento de responsabilidade pelos lucros ou prejuízos, como se o indivíduo tivesse seu pequeno negócio.


- Modificação do Comportamento Organizacional: utilizar-se mais dos reforços positivos do que das punições, por ser mais motivador. Exige algumas etapas como: identificação dos comportamentos que exigem mudança, a noção de quanto precisa ser mudado, decisão pela estratégia de intervenção, observar em termos mensuráveis se houve mudanças.


- Motivação por meio do reconhecimento: os funcionários enxergam a compensação monetária como um direito e o elogio um presente, portanto o feedback é essencial e é interessante vincular ao atingimento das metas.


- Motivação por meio de incentivos financeiros: uma das aplicações de modificação de comportamento. Pode ser uma recompensa pelo cumprimento de uma meta, participação nos lucros ou até tornar os empregados parcialmente donos da empresa através da compra de ações.


O problema das recompensas financeiras é que as pessoas se focam tanto em sua busca que esquecem-se do prazer da realização, ou seja, perdem o foco e agem por enquanto tenham um retorno financeiro.


De modo geral, para se aplicar qualquer tipo de programa motivacional, é importante a realização de uma pesquisa de clima organizacional ou algo similar. É importante entender o que as pessoas querem antes de tomar qualquer atitude, pois nem sempre há uma visão clara do que é atrativo para um determinado número de pessoas. Toda aplicação de qualquer tipo de programa motivacional deve ser medida de forma mensurável, objetivando avaliar seu sucesso ou insucesso.




Bibliografia


BERGAMINI, C.W. Psicologia Aplicada à Administração de Empresas: Psicologia do Comportamento Organizacional. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2006
CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos. Ed. Compacta,7. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
MARIANI, E.J. Relações humanas nas empresas hoje. Revista Científica Eletrônica de Administração. ano I. n. 3. jun./2002. www.revista.inf.br. Acessado em 13 de setembro de 2008
CIOCIOROWSKI, Emerson: "Executivo, o super-homem solitário". Editora Idéias & Letras - 2008
DUBRIN , Andrew J. “Fundamentos do Comportamento Organizacional”. Editora Thomson Learning (Pioneira) , 2003





Palestra Motivacional de Daniel Godri




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